Fragmentos de genialidade (ou infâmia) da nona arte. Um quadrinho (ou sequência) de cada vez. Seleção arbitrária por @kaue9.

Follow kaue9 on Twitter

Civil War #1 (2006), de Mark Millar e Steve McNiven
Na última segunda-feira (13), a Marvel divulgou um teaser que aparentemente sinaliza uma nova edição de um de seus megaeventos quadrinísticos de maior sucesso nos últimos anos, Guerra Civil, para o próximo verão norte-americano (nosso inverno). Mais tarde, a Variety afirmou que Robert Downey Jr. (o Tony Stark/Homem de Ferro do universo cinematográfico da Marvel) estaria acertando sua participação no filme Capitão América 3, que levaria às telonas uma adaptação da Guerra Civil dos super-heróis da editora/megaempresa de entretenimento/afiliada da Disney.
Nada melhor nesta ocasião que relembrar de uma das sequências mais empolgantes da primeira edição da minissérie original, quando o Capitão América, após discutir com a diretora da S.H.I.E.L.D., Maria Hill, a respeito do projeto de registro de super-humanos, foge do aeroporta-aviões da organização SURFANDO EM UM CAÇA!
Em Guerra Civil, publicada originalmente entre junho de 2006 e janeiro de 2007, uma grande tragédia leva o governo norte-americano a aprovar uma lei que obriga o registro – incluindo a revelação da identidade secreta à S.H.I.E.L.D. – de todos os super-heróis. A partir daí, surge um conflito entre aqueles favoráveis ao registro, liderados pelo Homem de Ferro, e os contrários, comandados pelo Capitão América.
Para mais quadrinhos, cultura, arte e boa ideias, visite La Parola.

Civil War #1 (2006), de Mark Millar e Steve McNiven

Na última segunda-feira (13), a Marvel divulgou um teaser que aparentemente sinaliza uma nova edição de um de seus megaeventos quadrinísticos de maior sucesso nos últimos anos, Guerra Civil, para o próximo verão norte-americano (nosso inverno). Mais tarde, a Variety afirmou que Robert Downey Jr. (o Tony Stark/Homem de Ferro do universo cinematográfico da Marvel) estaria acertando sua participação no filme Capitão América 3, que levaria às telonas uma adaptação da Guerra Civil dos super-heróis da editora/megaempresa de entretenimento/afiliada da Disney.

Nada melhor nesta ocasião que relembrar de uma das sequências mais empolgantes da primeira edição da minissérie original, quando o Capitão América, após discutir com a diretora da S.H.I.E.L.D., Maria Hill, a respeito do projeto de registro de super-humanos, foge do aeroporta-aviões da organização SURFANDO EM UM CAÇA!

Em Guerra Civil, publicada originalmente entre junho de 2006 e janeiro de 2007, uma grande tragédia leva o governo norte-americano a aprovar uma lei que obriga o registro – incluindo a revelação da identidade secreta à S.H.I.E.L.D. – de todos os super-heróis. A partir daí, surge um conflito entre aqueles favoráveis ao registro, liderados pelo Homem de Ferro, e os contrários, comandados pelo Capitão América.

Para mais quadrinhos, cultura, arte e boa ideias, visite La Parola.


– Espere. “Senhor Cavaleiro”. Isso tudo é muito interessante, mas você não é um policial. Então você não pode simplesmente…
– Agente, eu aprecio sua perspectiva. Mas estou falando sobre ir ao subterrâneo até o esconderijo de um assassino altamente treinado, que será onde ele guarda todas as suas armas. Eu preferiria fazer essa parte por você.
– Você é louco.
– Já ouvi isso.
– Além disso, odeio ter que dizer isso, mas você está usando uma roupa branca… Ele meio que vai vê-lo se aproximando.
– Essa é a parte que eu gosto.

Moon Knight #1, de Warren Ellis e Declan Shalvey O Cavaleiro da Lua está de volta.
O vigilante mascarado mentalmente instável favorito da Marvel ganhou uma nova série regular que estreou nesta semana nas comic shops norte-americanas (físicas e virtuais).
Marc Spector era um mercenário que foi morto por um de seus companheiros em uma expedição ao Egito, no templo do deus da lua, Konshu. Ele é ressuscitado pela divindade para atuar como seu avatar na Terra, protegendo e vingando os viajantes noturnos. Mas voltar à vida por intervenção de um deus egípcio vingativo não é exatamente algo fácil para a cabeça de alguém e Marc, além de adotar o alter ego de Cavaleiro da Lua, acaba desenvolvendo múltiplas personalidades.
E para escrever as novas aventuras do super-herói (?) mais lunático da Marvel, ninguém melhor do que uma das mentes mais insanas dos quadrinhos, a do roteirista britânico Warren Ellis, capaz de dar origem a um dos maiores números de conceitos criativamente malucos/loucamente criativos por página que nosso comitê – de uma só pessoa – já viu em um gibi. (Sem nunca deixar de lado o humor ácido).
Se Ellis é o roteirista ideal para pensar na trama e nos diálogos, o trabalho do ilustrador Declan Shalvey e da colorista Jordie Bellaire não fica atrás. Eles apresentam com maestria o mundo sombrio em que atua o Cavaleiro da Lua e uma das coisas mais visualmente interessantes desta edição inicial da série – além do novo “uniforme” formal do protagonista, com terno e gravata – é a forma como a figura alva do vigilante se destaca em meio a toda a escuridão (mérito de Jordie).
Enquanto o Batman, da rival DC Comics, busca ser furtivo e usar as sombras para inspirar o terror em seus inimigos, o Cavaleiro da Lua prefere amedrontá-los  fazendo com que eles o vejam de longe…
Para mais quadrinhos, cultura, arte e boa ideias, visite La Parola.

– Espere. “Senhor Cavaleiro”. Isso tudo é muito interessante, mas você não é um policial. Então você não pode simplesmente…

– Agente, eu aprecio sua perspectiva. Mas estou falando sobre ir ao subterrâneo até o esconderijo de um assassino altamente treinado, que será onde ele guarda todas as suas armas. Eu preferiria fazer essa parte por você.

– Você é louco.

– Já ouvi isso.

– Além disso, odeio ter que dizer isso, mas você está usando uma roupa branca… Ele meio que vai vê-lo se aproximando.

– Essa é a parte que eu gosto.

Moon Knight #1, de Warren Ellis e Declan Shalvey O Cavaleiro da Lua está de volta.

O vigilante mascarado mentalmente instável favorito da Marvel ganhou uma nova série regular que estreou nesta semana nas comic shops norte-americanas (físicas e virtuais).

Marc Spector era um mercenário que foi morto por um de seus companheiros em uma expedição ao Egito, no templo do deus da lua, Konshu. Ele é ressuscitado pela divindade para atuar como seu avatar na Terra, protegendo e vingando os viajantes noturnos. Mas voltar à vida por intervenção de um deus egípcio vingativo não é exatamente algo fácil para a cabeça de alguém e Marc, além de adotar o alter ego de Cavaleiro da Lua, acaba desenvolvendo múltiplas personalidades.

E para escrever as novas aventuras do super-herói (?) mais lunático da Marvel, ninguém melhor do que uma das mentes mais insanas dos quadrinhos, a do roteirista britânico Warren Ellis, capaz de dar origem a um dos maiores números de conceitos criativamente malucos/loucamente criativos por página que nosso comitê – de uma só pessoa – já viu em um gibi. (Sem nunca deixar de lado o humor ácido).

Se Ellis é o roteirista ideal para pensar na trama e nos diálogos, o trabalho do ilustrador Declan Shalvey e da colorista Jordie Bellaire não fica atrás. Eles apresentam com maestria o mundo sombrio em que atua o Cavaleiro da Lua e uma das coisas mais visualmente interessantes desta edição inicial da série – além do novo “uniforme” formal do protagonista, com terno e gravata – é a forma como a figura alva do vigilante se destaca em meio a toda a escuridão (mérito de Jordie).

Enquanto o Batman, da rival DC Comics, busca ser furtivo e usar as sombras para inspirar o terror em seus inimigos, o Cavaleiro da Lua prefere amedrontá-los  fazendo com que eles o vejam de longe…

Para mais quadrinhos, cultura, arte e boa ideias, visite La Parola.


– Talvez você queira avisar todos pra se segurarem em alguma coisa.
– Todos segurem-se.
– Eu sou uma folha no vento. Veja como eu vôo.

Serenity - Leaves on the Wind #1, de Zack Whedon e Georges Jeanty
A editora Dark Horse publicou, na última semana, a primeira edição (de um total de seis) de uma nova minissérie que acompanha os personagens de Firefly, série de TV do guru nerd Joss Whedon que acabou prematuramente depois de uma curta primeira temporada e um filme – Serenity –, sem antes conquistar uma legião de fãs passionais – grupo do qual nosso comitê (de uma só pessoa) orgulha-se de fazer parte.
No seriado televisivo, o capitão Mal Reynolds e sua equipe viajam pelo universo a bordo de uma nave classe Firefly, a Serenity, como uma espécie de cowboys/piratas espaciais, aceitando trabalhos bizarros e envolvendo-se em conflitos estranhos – tudo sempre com muito carisma, bom humor, piadas geniais e frases de efeito sensacionais.
A Dark Horse já publicou anteriormente quadrinhos que se passavam no universo de Firefly – duas minisséries e algumas histórias curtas e one-shots (HQs cuja história se desenvolve inteiramente dentro de uma edição) –, mas normalmente elas se passavam no mesmo período ou num tempo anterior ao da série de TV e do filme. Leaves on the Wind é a primeira HQ que realmente leva a história pra frente, relatando eventos que se passam depois de Serenity, o filme.
E os browncoats – como são conhecidos os fãs do universo criado por Whedon, uma referência aos rebeldes que lutaram contra a poderosa Aliança nas guerras de unificação – têm o que comemorar. Apesar de um tanto lento e com pouca ação, esse número 1 introduz muito bem a situação atual dos personagens e promete uma boa série, fiel ao trabalho de Joss Whedon na TV e no cinema.
A sequência escolhida por nosso comitê, aliás, e o subtítulo da minissérie – “folhas ao vento”, em português – são uma justa homenagem a um personagem importante de Firefly, o piloto Hoban “Wash” Washburne, que fala as mesmas palavras proferidas por River Tam nos quadrinhos acima em um momento memorável do filme Serenity.

– Talvez você queira avisar todos pra se segurarem em alguma coisa.

– Todos segurem-se.

– Eu sou uma folha no vento. Veja como eu vôo.

Serenity - Leaves on the Wind #1, de Zack Whedon e Georges Jeanty

A editora Dark Horse publicou, na última semana, a primeira edição (de um total de seis) de uma nova minissérie que acompanha os personagens de Firefly, série de TV do guru nerd Joss Whedon que acabou prematuramente depois de uma curta primeira temporada e um filme – Serenity –, sem antes conquistar uma legião de fãs passionais – grupo do qual nosso comitê (de uma só pessoa) orgulha-se de fazer parte.

No seriado televisivo, o capitão Mal Reynolds e sua equipe viajam pelo universo a bordo de uma nave classe Firefly, a Serenity, como uma espécie de cowboys/piratas espaciais, aceitando trabalhos bizarros e envolvendo-se em conflitos estranhos – tudo sempre com muito carisma, bom humor, piadas geniais e frases de efeito sensacionais.

A Dark Horse já publicou anteriormente quadrinhos que se passavam no universo de Firefly – duas minisséries e algumas histórias curtas e one-shots (HQs cuja história se desenvolve inteiramente dentro de uma edição) –, mas normalmente elas se passavam no mesmo período ou num tempo anterior ao da série de TV e do filme. Leaves on the Wind é a primeira HQ que realmente leva a história pra frente, relatando eventos que se passam depois de Serenity, o filme.

E os browncoats – como são conhecidos os fãs do universo criado por Whedon, uma referência aos rebeldes que lutaram contra a poderosa Aliança nas guerras de unificação – têm o que comemorar. Apesar de um tanto lento e com pouca ação, esse número 1 introduz muito bem a situação atual dos personagens e promete uma boa série, fiel ao trabalho de Joss Whedon na TV e no cinema.

A sequência escolhida por nosso comitê, aliás, e o subtítulo da minissérie – “folhas ao vento”, em português – são uma justa homenagem a um personagem importante de Firefly, o piloto Hoban “Wash” Washburne, que fala as mesmas palavras proferidas por River Tam nos quadrinhos acima em um momento memorável do filme Serenity.


– Venham comigo se quiserem ser incríveis.
Young Avengers #4 (2013), de Kieron Gillen, Jamie McKelvie e Mike Norton

"Queríamos fazer uma revista que parecesse 2013, acabando na aurora de 2014. E foi exatamente o que fizemos", escreveu o roteirista Kieron Gillen ao fim da edição 15 de Young Avengers, última do volume e da equipe criativa atuais, publicada nesta semana. A HQ mais 2013 de 2013, uma boa definição da estrutura e do estilo do run de Gillen e McKelvie. Ou, como escreveu o artista Christian Ward – que colaborou na edição 14 da série –, ”Young Avengers é o gibi de super-heróis da geração tumblr”.
Young Avengers é uma história sobre crescimento, juventude, conflito de gerações, relacionamentos, sexualidade, amizade, identidade, culpa. É uma HQ com coração e alma. E com personagens carismáticos – incluindo o mesmo (ou não exatamente) Loki que Gillen trabalhou tão bem em sua sensacional passagem por Journey Into Mistery e vários dos jovens vingadores originais criados pelo produtor e roteirista de The O.C., Allan Heinberg. E mesmo com tantos temas complicados, é uma HQ levíssima, extremamente divertida e descompromissada, com diálogos geniais, humor inteligente e muitas referências à cultura pop e a nossos comportamentos cotidianos contemporâneos.
A arte de Jamie McKelvie – e, em menor grau, de outros ilustradores que colaboraram eventualmente ao longo da série – é um espetáculo à parte, com traços limpos e cheios de expressão, sem falar nas excelentes e, por vezes, bastante inusitadas composições de página. E até as páginas de recapitulação – imitando o tumblr – e de créditos – com um tema diferente a cada edição – são divertidas.
Vai fazer (muita) falta… Então, sugiro que vocês, leitores, aceitem o “convite” do Marvel Boy (o cara da imagem aí em cima), vão com ele e sejam “incríveis” (AWESOME!). Afinal, como escreveu Gillen, também ao fim da 15ª edição da HQ: “Ser um super-herói é espetacular. Salve o mundo”.

– Venham comigo se quiserem ser incríveis.

Young Avengers #4 (2013), de Kieron Gillen, Jamie McKelvie e Mike Norton

"Queríamos fazer uma revista que parecesse 2013, acabando na aurora de 2014. E foi exatamente o que fizemos", escreveu o roteirista Kieron Gillen ao fim da edição 15 de Young Avengers, última do volume e da equipe criativa atuais, publicada nesta semana. A HQ mais 2013 de 2013, uma boa definição da estrutura e do estilo do run de Gillen e McKelvie. Ou, como escreveu o artista Christian Ward – que colaborou na edição 14 da série –, ”Young Avengers é o gibi de super-heróis da geração tumblr”.

Young Avengers é uma história sobre crescimento, juventude, conflito de gerações, relacionamentos, sexualidade, amizade, identidade, culpa. É uma HQ com coração e alma. E com personagens carismáticos – incluindo o mesmo (ou não exatamente) Loki que Gillen trabalhou tão bem em sua sensacional passagem por Journey Into Mistery e vários dos jovens vingadores originais criados pelo produtor e roteirista de The O.C., Allan Heinberg. E mesmo com tantos temas complicados, é uma HQ levíssima, extremamente divertida e descompromissada, com diálogos geniais, humor inteligente e muitas referências à cultura pop e a nossos comportamentos cotidianos contemporâneos.

A arte de Jamie McKelvie – e, em menor grau, de outros ilustradores que colaboraram eventualmente ao longo da série – é um espetáculo à parte, com traços limpos e cheios de expressão, sem falar nas excelentes e, por vezes, bastante inusitadas composições de página. E até as páginas de recapitulação – imitando o tumblr – e de créditos – com um tema diferente a cada edição – são divertidas.

Vai fazer (muita) falta… Então, sugiro que vocês, leitores, aceitem o “convite” do Marvel Boy (o cara da imagem aí em cima), vão com ele e sejam “incríveis” (AWESOME!). Afinal, como escreveu Gillen, também ao fim da 15ª edição da HQ: “Ser um super-herói é espetacular. Salve o mundo”.


Setembro1915Londres
– Com licença.– Sim senhor? Temo que não o tenha percebido entrar. Estava esperando há muito tempo?– Oh, muito tempo. Sim.– Posso saber do que o senhor precisa? Temo que estejamos fechados ao público.– Meu assunto é com você, Ian Stuart. Creio que eu tenho algo de que você precisa.– São notícias do meu irmão, senhor? Não soubemos de nada nessas últimas três semanas e minha mãe está tão preocupada. Ela escreveu ao coronel, mas ele disse que sabe apenas que Hamish está desaparecido depois da ofensiva em Loos…– Notícias do seu irmão. É claro. A que horas você sai do trabalho, Ian Stuart?– Às nove, senhor.– Estarei lhe esperando, então, no bar público da estalagem do outro lado da estrada.– Muito bem, senhor. No Burro Sujo às nove… Senhor? Seus olhos? Você se machucou em um ataque com gás?– Algo parecido com isso.– Você vai descobrir tudo sobre meus olhos hoje à noite, Ian Stuart.
“Algo parecido com isso.” E o Coríntio sorriu e disse “Você vai descobrir tudo sobre meus olhos hoje à noite, Ian Stuart.”
The Sandman: Overture #1 (2013), de Neil Gaiman e J.H. Williams III

Chegou às comic shops norte-americanas (físicas e virtuais, como o comiXology) a primeira edição da série bimestral The Sandman: Overture, que marca o retorno do aclamado escritor Neil Gaiman ao universo dos Perpétuos, cujas histórias o consagraram como um dos principais autores de HQs “adultas” de todos os tempos. A série original, publicada entre 1988 e 1996, acompanha a saga de Sonho, dos Perpétuos, um grupo de irmãos que são personificações de forças e aspectos fundamentais do universo – que inclui, ainda, Morte, Destino, Destruição, Desejo, Delírio e Desespero. A nova é um prelúdio da antiga, apresentando os eventos que culminaram na captura de Sonho (ou Morfeu, Sandman, entre outros codinomes) logo no número um da HQ original. “As pessoas frequentemente me perguntavam o que havia acontecido a Morfeu para tornar possível que ele fosse capturado em The Sandman #1. E agora elas poderão descobrir. E, ao descobrirem, elas poderão saber de segredos dos Perpétuos que guardei comigo por 25 anos. Segredos de família”, disse Gaiman.
E, para ilustrar esse universo cheio de figuras e lugares fantásticos, terríveis e estranhos, ninguém melhor que o artista J.H. Williams III, conhecido (e premiado) não apenas por seu belo traço e por sua versatilidade, mas principalmente por suas composições de páginas criativas e inusitadas. É o caso da arte acima, na qual Williams coloca os painéis dentro dos dentes de um dos olhos do Coríntio – um dos pesadelos que fugiu dos domínios de Sonho e tem bocas no lugar dos olhos.

Setembro
1915
Londres

– Com licença.
– Sim senhor? Temo que não o tenha percebido entrar. Estava esperando há muito tempo?
– Oh, muito tempo. Sim.
– Posso saber do que o senhor precisa? Temo que estejamos fechados ao público.
– Meu assunto é com você, Ian Stuart. Creio que eu tenho algo de que você precisa.
– São notícias do meu irmão, senhor? Não soubemos de nada nessas últimas três semanas e minha mãe está tão preocupada. Ela escreveu ao coronel, mas ele disse que sabe apenas que Hamish está desaparecido depois da ofensiva em Loos…
– Notícias do seu irmão. É claro. A que horas você sai do trabalho, Ian Stuart?
– Às nove, senhor.
– Estarei lhe esperando, então, no bar público da estalagem do outro lado da estrada.
– Muito bem, senhor. No Burro Sujo às nove… Senhor? Seus olhos? Você se machucou em um ataque com gás?
– Algo parecido com isso.
– Você vai descobrir tudo sobre meus olhos hoje à noite, Ian Stuart.

“Algo parecido com isso.” E o Coríntio sorriu e disse “Você vai descobrir tudo sobre meus olhos hoje à noite, Ian Stuart.”

The Sandman: Overture #1 (2013), de Neil Gaiman e J.H. Williams III

Chegou às comic shops norte-americanas (físicas e virtuais, como o comiXology) a primeira edição da série bimestral The Sandman: Overture, que marca o retorno do aclamado escritor Neil Gaiman ao universo dos Perpétuos, cujas histórias o consagraram como um dos principais autores de HQs “adultas” de todos os tempos. A série original, publicada entre 1988 e 1996, acompanha a saga de Sonho, dos Perpétuos, um grupo de irmãos que são personificações de forças e aspectos fundamentais do universo – que inclui, ainda, Morte, Destino, Destruição, Desejo, Delírio e Desespero. A nova é um prelúdio da antiga, apresentando os eventos que culminaram na captura de Sonho (ou Morfeu, Sandman, entre outros codinomes) logo no número um da HQ original. “As pessoas frequentemente me perguntavam o que havia acontecido a Morfeu para tornar possível que ele fosse capturado em The Sandman #1. E agora elas poderão descobrir. E, ao descobrirem, elas poderão saber de segredos dos Perpétuos que guardei comigo por 25 anos. Segredos de família”, disse Gaiman.

E, para ilustrar esse universo cheio de figuras e lugares fantásticos, terríveis e estranhos, ninguém melhor que o artista J.H. Williams III, conhecido (e premiado) não apenas por seu belo traço e por sua versatilidade, mas principalmente por suas composições de páginas criativas e inusitadas. É o caso da arte acima, na qual Williams coloca os painéis dentro dos dentes de um dos olhos do Coríntio – um dos pesadelos que fugiu dos domínios de Sonho e tem bocas no lugar dos olhos.


– Monet e Darwin? Sério? Eu nunca iria imaginar.
– E esses são todos. Agora você sabe onde todos estão. Então… O que vem a seguir?
– O que você quer dizer, Theresa?
– Quero dizer que lhe contei onde todos os seus companheiros estão. Quer que eu os traga até você? Reuna-os? Para que o X-Factor possa continuar?
– Temos um filho pra criar. Uma fazenda pra recuperar. E um mundo pra deixar que outras pessoas salvem. Acabou. Acabou.
X-Factor #262 (2013), de Peter David e Neil Edwards

Acabou. A fase do roteirista Peter David à frente do X-Factor, um dos runs favoritos do nosso comitê (de uma só pessoa), acabou – mais uma vez (David havia escrito o título no início dos anos 1990). A fase e a revista, aparentemente, com a edição 262, publicada na última semana. Mas tenho o pressentimento (reforçado pela carta de despedida do escritor e por algumas pistas nas histórias) de que teremos um novo X-Factor com um novo número 1 muito em breve.
Vejamos… O X-Factor… A equipe já teve diversas encarnações e conceitos, sendo a versão recente provavelmente a mais marcante e também a mais longeva – desde meados de 2005, tendo sobrevivido até a um derrame do roteirista no fim do ano passado.
O X-Factor original surgiu na década de 1980, contando com os cinco x-men originais – Ciclope, Jean Grey, Fera, Anjo e Homem de Gelo – disfarçados de mercenários caçadores de mutantes, que, na verdade, recrutavam e ajudavam aqueles que supostamente deviam capturar. Mais tarde, nos anos 1990, com roteiros do próprio Peter David, passou a ser uma superequipe de mutantes a serviço do governo norte-americano.
Finalmente, em 2005, a partir do fim da minisérie Madrox, escrita por David e  protagonizada pelo Homem-Múltiplo, então futuro líder da X-Factor Investigações (e ex-integrante da versão da equipe dos anos 1990), surgiu a encarnação mais recente do supergrupo. Trata-se de uma agência de detetives que investiga casos um tanto quanto peculiares, envolvendo mutantes, seres superpoderosos e sobrenaturais, viagens no tempo, entre outras maluquices.
A HQ é uma mistura bem dosada por Peter David (na maior parte do tempo) de super-heroísmo, histórias de detetive no melhor clima noir, referências à cultura pop e humor muitas vezes ácido. Tramas e subtramas se desenrolam organicamente e detalhes que parecem desimportantes logo que aparecem acabam, em diversas ocasiões, ganhando destaque e tornando-se elementos centrais para o andar dos acontecimentos.
Ainda que o final da série tenha parecido a este comitê (de uma só pessoa) um tanto apressado e o nível de qualidade da HQ tenha sido um tanto heterogêneo ao longo dos anos (principalmente no quesito arte, mas, às vezes, também nos roteiros), fará falta. Muita falta.

– Monet e Darwin? Sério? Eu nunca iria imaginar.

– E esses são todos. Agora você sabe onde todos estão. Então… O que vem a seguir?

– O que você quer dizer, Theresa?

– Quero dizer que lhe contei onde todos os seus companheiros estão. Quer que eu os traga até você? Reuna-os? Para que o X-Factor possa continuar?

– Temos um filho pra criar. Uma fazenda pra recuperar. E um mundo pra deixar que outras pessoas salvem. Acabou. Acabou.

X-Factor #262 (2013), de Peter David e Neil Edwards

Acabou. A fase do roteirista Peter David à frente do X-Factor, um dos runs favoritos do nosso comitê (de uma só pessoa), acabou – mais uma vez (David havia escrito o título no início dos anos 1990). A fase e a revista, aparentemente, com a edição 262, publicada na última semana. Mas tenho o pressentimento (reforçado pela carta de despedida do escritor e por algumas pistas nas histórias) de que teremos um novo X-Factor com um novo número 1 muito em breve.

Vejamos… O X-Factor… A equipe já teve diversas encarnações e conceitos, sendo a versão recente provavelmente a mais marcante e também a mais longeva – desde meados de 2005, tendo sobrevivido até a um derrame do roteirista no fim do ano passado.

O X-Factor original surgiu na década de 1980, contando com os cinco x-men originais – Ciclope, Jean Grey, Fera, Anjo e Homem de Gelo – disfarçados de mercenários caçadores de mutantes, que, na verdade, recrutavam e ajudavam aqueles que supostamente deviam capturar. Mais tarde, nos anos 1990, com roteiros do próprio Peter David, passou a ser uma superequipe de mutantes a serviço do governo norte-americano.

Finalmente, em 2005, a partir do fim da minisérie Madrox, escrita por David e  protagonizada pelo Homem-Múltiplo, então futuro líder da X-Factor Investigações (e ex-integrante da versão da equipe dos anos 1990), surgiu a encarnação mais recente do supergrupo. Trata-se de uma agência de detetives que investiga casos um tanto quanto peculiares, envolvendo mutantes, seres superpoderosos e sobrenaturais, viagens no tempo, entre outras maluquices.

A HQ é uma mistura bem dosada por Peter David (na maior parte do tempo) de super-heroísmo, histórias de detetive no melhor clima noir, referências à cultura pop e humor muitas vezes ácido. Tramas e subtramas se desenrolam organicamente e detalhes que parecem desimportantes logo que aparecem acabam, em diversas ocasiões, ganhando destaque e tornando-se elementos centrais para o andar dos acontecimentos.

Ainda que o final da série tenha parecido a este comitê (de uma só pessoa) um tanto apressado e o nível de qualidade da HQ tenha sido um tanto heterogêneo ao longo dos anos (principalmente no quesito arte, mas, às vezes, também nos roteiros), fará falta. Muita falta.


LENSMAN47: Demais. Que filtro é esse?
LOKIOFASGARD: Não tem filtro.
LENSMAN47: FAKE ÓBVIO! PARE DE MENTIR!!!
LOKIOFASGARD: Não estou mentindo!
– Por que as pessoas sempre acham que eu estou mentindo?
Journey Into Mystery #622 (2011), de Kieron Gillen e Doug Braithwaite

Talvez pelo fato de Loki ser o deus asgardiano da trapaça e da mentira…?
Em sua “comédia em trinta partes (ou tragédia em trinta e uma)”, o escritor Kieron Gillen conta a história de um jovem Loki, ressuscitado como um garoto aparentemente inocente  após causar o – e depois sacrificar-se para dar um fim ao – cerco de Asgard. Mas, por mais que tenha um coração bom e só queira ajudar, ele ainda é o deus da trapaça e ninguém confia nele. No fim das contas, a fase de Gillen no comando de Journey Into Mystery, é, basicamente, a história de um garoto solitário e incompreendido esforçando-se para manipular os eventos de modo que eles tenham os melhores resultados possíveis. Mesmo que seus meios não sejam os mais convencionais ou heróicos, o fim que ele busca é o bem comum, o que leva o jovem Loki a uma espécie de jornada de redenção de um passado que não é nem mesmo exatamente dele, mas de seu antigo “eu”.
Talvez o mais incrível desse trabalho de Gillen seja que o escritor, mesmo sem abrir mão de situar sua história em um universo com uma carga de continuidade e características já bem estabelecidas, mesmo com muitas referências e interações com outros membros desse universo (inclusive no arco inicial), conseguiu criar uma narrativa única que funciona bem por si só e pode ser apreciada tanto por leitores usuais das aventuras da Marvel quanto por um leitor casual. Isso é fato raro nos quadrinhos mainstream de super-heróis hoje em dia, bem como é rara a qualidade com que a HQ foi desenvolvida.
Alguns dos trunfos do autor em Journey Into Mystery são o humor inteligente, a paródia, a sátira, o metatexto sempre presente, a trama intricada que vai fazendo cada vez mais sentido a cada nova reviravolta e, principalmente, a carga emocional e o carisma que Gillen e os artistas ao longo do run conseguiram conferir aos personagens. E, por isso mesmo, os momentos trágicos da série (como o final da saga), embora não sejam tantos, são poderosos, tocantes como raramente se vê nos quadrinhos – ou mesmo em qualquer outra mídia.
A excelente fase de Kieron Gillen nos roteiros de Journey Into Mystery foi da edição 622 à 645 incluindo crossovers com as HQs New Mutants e Mighty Thor. A saga de Loki continua sendo contada pelo autor na revista Young Avengers, que chegou à sua sétima edição nesta semana. A sequência que ilustra esta postagem foi escolhida a partir de uma pergunta respondida pelo próprio Gillen no Twitter.

LENSMAN47: Demais. Que filtro é esse?

LOKIOFASGARD: Não tem filtro.

LENSMAN47: FAKE ÓBVIO! PARE DE MENTIR!!!

LOKIOFASGARD: Não estou mentindo!

– Por que as pessoas sempre acham que eu estou mentindo?

Journey Into Mystery #622 (2011), de Kieron Gillen e Doug Braithwaite

Talvez pelo fato de Loki ser o deus asgardiano da trapaça e da mentira…?

Em sua “comédia em trinta partes (ou tragédia em trinta e uma)”, o escritor Kieron Gillen conta a história de um jovem Loki, ressuscitado como um garoto aparentemente inocente  após causar o – e depois sacrificar-se para dar um fim ao – cerco de Asgard. Mas, por mais que tenha um coração bom e só queira ajudar, ele ainda é o deus da trapaça e ninguém confia nele. No fim das contas, a fase de Gillen no comando de Journey Into Mystery, é, basicamente, a história de um garoto solitário e incompreendido esforçando-se para manipular os eventos de modo que eles tenham os melhores resultados possíveis. Mesmo que seus meios não sejam os mais convencionais ou heróicos, o fim que ele busca é o bem comum, o que leva o jovem Loki a uma espécie de jornada de redenção de um passado que não é nem mesmo exatamente dele, mas de seu antigo “eu”.

Talvez o mais incrível desse trabalho de Gillen seja que o escritor, mesmo sem abrir mão de situar sua história em um universo com uma carga de continuidade e características já bem estabelecidas, mesmo com muitas referências e interações com outros membros desse universo (inclusive no arco inicial), conseguiu criar uma narrativa única que funciona bem por si só e pode ser apreciada tanto por leitores usuais das aventuras da Marvel quanto por um leitor casual. Isso é fato raro nos quadrinhos mainstream de super-heróis hoje em dia, bem como é rara a qualidade com que a HQ foi desenvolvida.

Alguns dos trunfos do autor em Journey Into Mystery são o humor inteligente, a paródia, a sátira, o metatexto sempre presente, a trama intricada que vai fazendo cada vez mais sentido a cada nova reviravolta e, principalmente, a carga emocional e o carisma que Gillen e os artistas ao longo do run conseguiram conferir aos personagens. E, por isso mesmo, os momentos trágicos da série (como o final da saga), embora não sejam tantos, são poderosos, tocantes como raramente se vê nos quadrinhos – ou mesmo em qualquer outra mídia.

A excelente fase de Kieron Gillen nos roteiros de Journey Into Mystery foi da edição 622 à 645 incluindo crossovers com as HQs New Mutants Mighty Thor. A saga de Loki continua sendo contada pelo autor na revista Young Avengers, que chegou à sua sétima edição nesta semana. A sequência que ilustra esta postagem foi escolhida a partir de uma pergunta respondida pelo próprio Gillen no Twitter.


– … dou-lhe quatro. Lá vai!
– Deus, olha, sinto muito. Vocês não nos deixaram escolha. Esse negócio é perigoso. Por favor, saiam das ruas…
– Comediante, isto é um pesadelo! A cidade inteira está em erupção. Por quanto tempo vamos conseguir fazer isso?
– Ha! Olha pra eles. Corram, seus idiotas!
– Comediante? Eu disse que…
–Eu ouvi o que você disse. Meus contatos no governo me falaram sobre uma nova lei passando no congresso. Até lá, nós somos a única proteção da sociedade. Vamos continuar enquanto for preciso.
– Proteção? De quem nós os estamos protegendo?
Watchmen #2 (1986), de Alan Moore e Dave Gibbons

Quando não se pode nem mesmo confiar naqueles que deveriam proteger a população… Quem vigia os vigilantes?

– … dou-lhe quatro. Lá vai!

– Deus, olha, sinto muito. Vocês não nos deixaram escolha. Esse negócio é perigoso. Por favor, saiam das ruas…

– Comediante, isto é um pesadelo! A cidade inteira está em erupção. Por quanto tempo vamos conseguir fazer isso?

– Ha! Olha pra eles. Corram, seus idiotas!

– Comediante? Eu disse que…

–Eu ouvi o que você disse. Meus contatos no governo me falaram sobre uma nova lei passando no congresso. Até lá, nós somos a única proteção da sociedade. Vamos continuar enquanto for preciso.

– Proteção? De quem nós os estamos protegendo?

Watchmen #2 (1986), de Alan Moore e Dave Gibbons

Quando não se pode nem mesmo confiar naqueles que deveriam proteger a população… Quem vigia os vigilantes?


Primeiro o sistema tentou ignorar o Occupy… Mas, quando o povo americano ficou fascinado por ele, a mídia foi forçada a cobri-lo. Então eles deram outro foco. Enterraram o lide. Ao invés de um protesto contra os especuladores de Wall Street fraudando a economia mundial…
…passou a ser sobre hippies em conflito com a polícia.
No fim, pareceu que os protestos eram contra brutalidade policial.
Occupy Comics #1 (2013) – Channel 1%, de Matt Pizzolo e Ayhan Hayrula

Na antologia Occupy Comics, lançada na última semana, grandes nomes dos quadrinhos contribuem com ilustrações, ensaios e HQs inspirados pelo movimento Occupy. E os lucros obtidos com a iniciativa serão repassados ao próprio movimento Occupy.
Em Channel 1%, sua contribuição de três páginas para a primeira edição (de um total de três) de Occupy Comics, o cineasta e roteirista Matt Pizzolo, idealizador do projeto, colaborou com o artista Ayhan Hayrula. Ele compara a cobertura feita de maneira semelhante pela mídia tradicional de dois movimentos populares: o Tea Party e o Occupy. Pizzolo argumenta que as informações que chegaram aos chamados 99% a respeito dos protestos de ambos foram filtradas (ou manipuladas) pelos conglomerados de mídia controlados pelo 1%, deslegitimando os movimentos.
"A revolução foi televisionada. É esse o problema."

Primeiro o sistema tentou ignorar o Occupy… Mas, quando o povo americano ficou fascinado por ele, a mídia foi forçada a cobri-lo. Então eles deram outro foco. Enterraram o lide. Ao invés de um protesto contra os especuladores de Wall Street fraudando a economia mundial…

…passou a ser sobre hippies em conflito com a polícia.

No fim, pareceu que os protestos eram contra brutalidade policial.

Occupy Comics #1 (2013) – Channel 1%, de Matt Pizzolo e Ayhan Hayrula

Na antologia Occupy Comics, lançada na última semana, grandes nomes dos quadrinhos contribuem com ilustrações, ensaios e HQs inspirados pelo movimento Occupy. E os lucros obtidos com a iniciativa serão repassados ao próprio movimento Occupy.

Em Channel 1%, sua contribuição de três páginas para a primeira edição (de um total de três) de Occupy Comics, o cineasta e roteirista Matt Pizzolo, idealizador do projeto, colaborou com o artista Ayhan Hayrula. Ele compara a cobertura feita de maneira semelhante pela mídia tradicional de dois movimentos populares: o Tea Party e o Occupy. Pizzolo argumenta que as informações que chegaram aos chamados 99% a respeito dos protestos de ambos foram filtradas (ou manipuladas) pelos conglomerados de mídia controlados pelo 1%, deslegitimando os movimentos.

"A revolução foi televisionada. É esse o problema."